InícioREFORMA TRIBUTÁRIAJustiça encerra processo da Fiesp contra Zona Franca de Manaus

Justiça encerra processo da Fiesp contra Zona Franca de Manaus

Zona Franca de Manaus
Na imagem, trecho da Zona Franca de Manayus – Foto: Reprodução via Suframa

Por Gabriel Benevides, de Brasília

A Justiça Federal extinguiu em 10 de junho o processo iniciado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para barrar dispositivos da regulamentação da reforma tributária que mantêm incentivos à Zona Franca de Manaus. 

Juiz da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do DF, Náiber Pontes de Almeida entendeu que o impacto do pedido (com efeito para todo o país e contra todos os contribuintes) equivaleria ao de uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) –julgamento cuja competência principal é do STF (Supremo Tribunal Federal).

Almeida cita ainda que a Lei da Ação Civil Pública (nº 7.347 de 1985) proíbe o uso desse tipo de uma ação civil pública para veicular questões tributárias.

“Se o pedido central confunde-se com a própria retirada abstrata da norma do ordenamento jurídico, ainda que sob roupagem de ‘mera suspensão de efeitos’ de atos normativos, extingue-se a ação por inadequação da via eleita”, escreveu o magistrado na decisão. Leia a íntegra abaixo:

A Fiesp ajuizou a ação civil pública em 11 de maio. A entidade sustentou que a Lei Complementar 214 de 2025 ampliou de forma indevida o diferencial competitivo da região amazônica em relação ao restante do país.

A federação afirmou ainda que a reforma tributária deveria apenas preservar o atual diferencial competitivo da Zona Franca, conforme previsto na Emenda Constitucional 132 de 2023, e não ampliar os incentivos fiscais existentes.

À época, autoridades ligadas à região Norte criticaram a Fiesp por iniciar o processo. O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) afirmou ter o parecer jurídico necessário para “defender” a Zona Franca de Manaus. 

Relator no Senado do projeto (PLP 68 de 2024) que originou a LC 214 de 2025, Eduardo Braga (MDB-AM) disse se tratar de uma tentativa de São Paulo de “tirar o direito constitucional” da Zona Franca. 

Braga comemorou a extinção da ação da Fiesp com uma mensagem nas redes sociais.“A Zona Franca de Manaus venceu mais uma batalha”, escreveu no X (antigo Twitter) em 10 de junho.

A defesa da União contestou a viabilidade da ação, alegando erros processuais, como a inadequação da ação para tratar de matéria tributária e constitucional.

No meio tempo, diversas entidades do Amazonas e o senador Plínio Valério (PSDB-AM) pediram para entrar no processo como amici curiae (amigos da corte) para defender a manutenção dos benefícios da Zona Franca.

Veja a matéria completa aqui!

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas