InícioECONOMIAIGP-M sobe 2,73% em abril

IGP-M sobe 2,73% em abril

imagem gerada por IA

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou aumento de 2,73% em abril, intensificando o observado em março, de 0,52%. Com esse resultado, o índice passa a acumular alta de 2,93% no ano e aumento de 0,61% em 12 meses. Em abril de 2025, o IGP-M havia apresentado alta de 0,24% no mês, acumulando variação de 8,50% em 12 meses.

“Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, contribuindo, assim, para o avanço do IGP-M. Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo.

No varejo, os preços ao consumidor ainda refletem de forma significativa o impacto dos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%. Por fim, os custos da construção seguem pressionados, principalmente pelo aumento dos materiais, como massa de concreto, tubos e conexões de PVC e blocos de concreto, que vêm sendo reajustados como consequência do repasse dos maiores custos dos insumos.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Qual o valor do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumula alta de 2,93% no ano e aumento de 0,61% em 12 meses

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
abr/26 2,73% 0,61%
mar/26 0,52% -1,83%
fev/26 -0,73% -2,67%
jan/26 0,41% -0,91%
dez/25 -0,01% -1,05%
nov/25 0,27% -0,11%
out/25 -0,36% 0,92%
set/25 0,42% 2,82%
ago/25 0,36% 3,03%
jul/25 -0,77% 2,96%
jun/25 -1,67% 4,39%
mai/25 -0,49% 7,02%
abr/25 0,24% 8,50%
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) sobe 3,49%
 

Em abril, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou 3,49%, intensificando a alta em relação a março, quando foi de 0,61%. Analisando os diferentes estágios de processamento, percebe-se que o grupo de Bens Finais passou de 0,80% em março para 0,90% em abril. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, registrou 0,78% em abril, mudando o movimento de março que foi -0,09%. A taxa do grupo Bens Intermediários avançou 2,81% em abril, após registrar 0,32% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) subiu 2,11% em abril, contra alta de 0,32% em março. O estágio das Matérias-Primas Brutas acelerou 5,78% em abril, após subir 0,67% em março.

 
O Índice de Preços ao Consumidor sobe 0,94%
 

Em abril, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,94%, superior em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,30%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis apresentaram avanços em suas taxas de variação: Transportes (0,61% para 2,26%), Educação, Leitura e Recreação (-1,71% para -0,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,08% para 0,95%), Alimentação (0,95% para 1,15%), Habitação (0,28% para 0,46%) e Vestuário (0,14% para 0,40%). Em sentido contrário, os grupos Despesas Diversas (1,30% para 0,55%) e Comunicação (0,14% para -0,02%) registraram recuo em suas taxas de variação.

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 1,04%
 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,04% em abril, avançando em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,36%. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentos idênticos em suas respectivas taxas de variação na transição de março para abril: a do grupo Materiais e Equipamentos avançou de 0,28% para 1,40%; a do grupo Serviços acelerou de 0,24% para 0,97%; e a do grupo Mão de Obra aumentou de 0,47% para 0,61%.

 

Press release

Acesse aqui o material complementar


 

Calendário de divulgação 2026: 

Confira todos os resultados do IGP-M em 2026

 

Resultados anos anteriores:

O que é o IGP-M?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O indicador foi concebido no final dos anos de 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços, que englobasse não apenas diferentes atividades como também etapas distintas do processo produtivo. Dessa forma, o IGP é um indicador mensal do nível de atividade econômica do país, englobando seus principais setores.

O IGP possui três versões com coleta de preços encadeada: o IGP-10 (com base nos preços apurados dos dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês da coleta), IGP-DI (de 1 a 30) e o mais popular deles, o Índice Geral de Preços – Mercado, ou simplesmente IGP-M, que apura informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de coleta.

O IGP-M é utilizado amplamente na fórmula paramétrica de reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços.

Como o IGP-M é calculado?

O cálculo do IGP-M, assim como os outros dois indicadores (IGP-10 e IGP-DI), tem em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil. Dessa forma, o resultado do IGP-M é a média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC).

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Os pesos de cada um dos índices componentes correspondem a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais – resultando na seguinte distribuição:

  • 60% para o IPA;
  • 30% para o IPC;
  • 10% para o INCC;

Nesse contexto, o IPA é o indicador que monitora a variação de preços percebidos por produtores, ao passo que o IPC acompanha o comportamento dos preços que impactam diretamente o consumidor final. Por fim, o INCC apresenta os custos para a construção civil, em uma análise que leva em conta a variação de preços de materiais de construção e custo de mão de obra especializada.

Como o IGP-M é utilizado?

O IGP-M é um dos índices componentes de fórmulas paramétricas utilizadas por empresas de telefonia e de energia elétrica, respondendo parcialmente pelos reajustes tarifários desses segmentos. O Índice Geral de Preços – Mercado também é utilizado como o indexador de contratos de empresas prestadoras de serviço de diversas categorias, como educação e planos de saúde. Além disso, o IGP-M se popularizou por ser amplamente utilizado como referência para o setor imobiliário, para o reajuste de contratos de aluguel.

Por seu histórico regular de divulgação desde a década de 1940, o IGP-M também é citado em vários contratos público-privados dos mais variados segmentos. Alguns de seus componentes, como o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também servem de referência para reajustes de preços.

Veja a matéria completa aqui!

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

mais vistas